segunda-feira, 13 de julho de 2009

Nós e o Amor


Esses sentimentos nos envolvem de forma sobrenatural não é mesmo?
Certas horas... fortes, invencíveis e decididos: Eu quero! Eu posso! Eu vou!
Noutras... frágeis, amedrontados e inseguros: Por quê? Será? E depois?
Complicamos quando podíamos simplificar: “Não tem desculpas!”
Ou acabamos simplificando demais o que naturalmente é um pouco mais complicado: “Por mim tanto faz!”
Medo de errar! Medo de tentar! Vontade louca de tentar e não errar!
Todos nós, um dia já nos sentimos assim. Confusos... paradoxais.
Dispostos a dar o mundo se o tivéssemos, sem pena, sem dó: “Até que a morte nos separe!”
No entanto, às vezes, pouco flexíveis em ceder no pouco, no mínimo: “Odeio que mexa no meu jornal!”
Ahhh... Nossas dissonâncias inexplicáveis!!!!
Às vezes estamos lá em cima: “Ele me amaaa!”
Às vezes lá embaixo...: “Droga, nove horas e ainda não ligou!”
E às vezes, mais embaixo ainda: “Ai que ódiôô!”
Sorrisos, lágrimas... Sorrisos e lágrimas...
Alternâncias entre alegria e tristeza, paz e turbulência, mansidão e agitação, bem-querer e desafeto...
Tudo está previsto! O amor é feito desses paradoxos.
Ou talvez... nós sejamos.
E como seres amantes que somos, incorporamos o amor conformando-o a essa nossa essência natural de guerra e paz. _Quem sabe?
Mas no fim das contas, entre corações feridos, noites mal-dormidas (por prazer ou desprazer), lágrimas, risos, perdas ou ganhos...
Resta-nos a certeza de que, definitivamente, não seríamos mais felizes do que somos, assim, desse jeito:
...Amando.

(Nós e o Amor - WallaceLemos)

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Para Ting: O Palco!

O palco é um altar. Lugar de entrega. Lugar de sacrifícios.
Lugar onde despem-se as roupas da realidade em troca de vestes que transcendem o físico, das utopias, das antigas impossilidades que tornam-se, então possíveis.
É lugar pra quem sabe ceder espaço ao sonho e que, sem sombra de dúvida, está a alguns patamares acima nas escadas da sensibilidade.

domingo, 5 de julho de 2009

Sobre a morte...

Preciso morrer.
Esse corpo já carrega cicatrizes demais.
Dores demais.
Peso demais.
E tanto peso tornou-me curvado,
Torto.
Preciso livrar-me desse corpo torto. Definitivamente.
Libertar-me dessa casca desgastada e cansada.
Cansada dos erros,
Cansada do amor barato e suas mentiras,
Cansada das falsas promessas.
Preciso morrer.
Sete palmos de realidade me farão bem.
O silêncio me acalmará os ouvidos do espírito.
A solidão me renovará a alma.
Preciso morrer!
Deixar essa matéria suja.
Pra renascer nova criatura.
Pra reviver felicidade.
Preciso morrer pra me encontrar.
Pois a vida me perdeu de mim.
Preciso morrer...
E ressuscitar numa manhã de domingo.
Sentir o brilho do sol ofuscar-me os olhos.
Encher os pulmões de novos sonhos.
respirar novos ares.
E quem sabe...
A nova vida me seja mais... amena!


(Sobre a morte... - WallaceLemos)